Esqueça
o que você sabe sobre iluminação por alguns minutos e aprenda a usar as luzes
de uma forma inusitada, criando formas e contornos fascinantes.
A fotografia, muitas vezes, deve deixar de mostrar apenas o que nós já vemos todos os dias com os olhos, para nos apresentar numa visão exclusiva do que a lente pode enxergar. É o caso da fotografia de silhuetas, que pode ir muito além do que nós conseguimos ver normalmente, mostrando um mundo de formas e contornos, cheio de mistério e diferentes emoções.
A fotografia, muitas vezes, deve deixar de mostrar apenas o que nós já vemos todos os dias com os olhos, para nos apresentar numa visão exclusiva do que a lente pode enxergar. É o caso da fotografia de silhuetas, que pode ir muito além do que nós conseguimos ver normalmente, mostrando um mundo de formas e contornos, cheio de mistério e diferentes emoções.
Ao
fotografar a silhueta de um objeto (ou pessoa), quase não existem cores, nem
texturas, e há pouca noção de profundidade. Tudo que o fotógrafo precisa, além
da câmera, é de um contorno bem definido (uma forma bem conhecida ou
inusitada), muita luz e um software de edição para pequenos ajustes de
exposição e contraste.
Descubra a beleza das sombras e contrastes
Entendendo o poder das formas
Quer
aprender a fotografar contornos? Primeiro, é preciso entender corretamente o
que esse tipo de imagem pode representar. Uma fotografia assim é muito mais
artística do que de registro. Isto é, você fotografa uma silhueta para passar
mais sentimento, do que informação concreta, já que ela não irá mostrar muito
do objeto fotografado.
Silhuetas
podem trazer mistério, já que não se sabe quem, ou o que, está sendo
fotografado. Elas podem também indicar drama, tristeza, felicidade, e muitos
outros sentimentos, dependendo da intenção e do enquadramento.
Esse tipo de
recurso “força” um ponto de vista, quase não dando margem para outras
distrações do ambiente, e por isso pode ser uma boa alternativa para criar um
clima mais íntimo, pessoal.
O pôr do sol é uma ótima fonte de luz para esta técnica
Pegue
a sua câmera! Agora você já sabe um pouco mais sobre o que a fotografia de
silhuetas pode passar, então é hora de aprender a registrar esse tipo de
imagem. Não existem muitos segredos, mas alguns truques simples deixam tudo
muito mais fácil, para que você não precise passar horas tentando até conseguir
um bom resultado.
Escolha um objeto com formas definidas
Não
adianta fotografar uma silhueta confusa, é preciso escolher um objeto com o
contorno bem marcado e reconhecível. Não é preciso que as pessoas saibam
exatamente o que é aquilo, mas que elas entendam a ideia que você quer passar.
Por
exemplo, a imagem a seguir, tirada utilizando um celular, pode conter bastante
mistério sobre o objeto fotografado e as circunstâncias do momento do disparo,
porém a ideia de suspense é passada, e é isso o que realmente importa.
Lembre-se, você precisa passar mais sentimentos do que informações concretas.
Nem tudo pode ser “reduzido” a uma silhueta, então faça muitos testes
para saber o que pode ser fotografado ou não. Tente enxergar mais os contornos
externos dos objetos, e menos os detalhes internos.
Ajuste as luzes
Dois fatores entram
neste tópico: o flash e a iluminação. É muito importante que você entenda o
princípio das fotos de silhuetas, para saber adaptar isso para praticamente
qualquer situação, com luzes naturais e artificiais.
Única regra:
Desligue o flash!
Existem poucas regras na fotografia, já que cada
pessoa deve ser livre para criar da maneira que achar melhor, porém se você
quer conseguir uma foto de um contorno, precisa abrir mão do uso do flash. Isso
por que, neste caso, todo o conceito de iluminação está invertido,
literalmente.
O pôr do sol é uma ótima fonte de luz para esta técnica
Enquanto na fotografia tradicional, a iluminação é
frontal, toda a luz em uma foto de um contorno precisa vir do fundo. Você já
deve ter passado por algo semelhante: Vai tirar foto de alguém, e o fundo fica
claro, e a pessoa, escura. Nesses casos, você inverte as posições, e a luz
passa a iluminar a pessoa.
Isso acontece, pois a máquina não consegue compensar
iluminação como os nossos olhos o fazem. Quando nós olhamos algo em contraluz,
na maior parte dos casos conseguimos lidar relativamente bem com isso, e
enxergar o objeto corretamente.
Já a câmera, não consegue isso. Quando ela “lê” uma
enorme quantidade de luz vinda da parte de trás do objeto, ela é incapaz de
compensar a iluminação, para diminuir o brilho de uma região e aumentar da
outra. Deste modo, para criar uma silhueta, basta iluminar o objeto de trás
para frente!
A fonte de iluminação pode variar: uma janela
aberta, uma parede iluminada, o pôr do sol etc... O truque é que você esteja em
um local menos iluminado, e a pessoa (ou objeto), sendo iluminada de trás para
frente.
Posicione o objeto
Escolha ângulos que valorizem os detalhes.
Por
exemplo, se você for fotografar o rosto de uma pessoa, é interessante
registrá-la de perfil, já que, desta forma, detalhes como os olhos e a boca é
visível.
É
importante também que as formas não fiquem “coladas” e se tornem um amontoado
de contornos sem sentido. Por exemplo, para fotografar casais, procure não
aproximar os pombinhos, pois as suas formas se confundiriam. Neste caso, a
imagem deles de mãos dadas - ou de um beijo de perfil - funciona muito melhor!
Casais
se beijando são melhores registrados de perfil
Na fotografia de silhuetas praticamente não existe
profundidade de campo e quase tudo o que aparecer na foto vai dar a impressão
de estar à mesma distância do fotógrafo. Deste modo, a dica é sempre deixar os
objetos - ou pessoas - separados entre si, para que suas formas não se
confundam.
Controle a câmera
É
possível fotografar silhuetas usando tanto o modo manual da câmera quando o
automático, a escolha é toda do fotógrafo e os ajustes são bem simples.
Primeiramente, escolha um ISO baixo, já que você não precisa deixar a sua foto
clara demais, e valores altos de ISO podem comprometer a qualidade do disparo.
Não deixe de pensar também do foco. Se você quer o contorno do objeto bem
marcado, não esqueça de focá-lo!
Modo manual
Usando
o modo manual da câmera, você precisa pensar em dois fatores, além do ISO:
velocidade e abertura. Ajuste um valor médio para o obturador, dependendo da
quantidade de luz que está disponível.
Valores
muito altos (obturador mais fechado) vão deixar tudo muito escuro, e valores
baixos demais deixam a fotografia superexposta (branco estourado).
A
velocidade de disparo é um fator decisivo, e você pode ajustá-la sempre um
pouco mais rápida do que o seu fotômetro pede, pois vai ser suficiente para
capturar as partes claras e deixar a sombra bem marcada. Se sua câmera possui
ajuste de compensação de exposição, você pode escolher um valor abaixo de zero
(aproximadamente - 2, dependendo do caso) para ajudar a compor as sombras.
Modo
automático
O “problema” de fotografar no modo automático é que
as câmeras mais novas possuem sistemas de compensação de iluminação muito
melhores do que antigamente. Isso é ótimo, mas nesse momento o que você precisa
é de um contraste. Como conseguir isso? Simples, basta enganar a câmera!
Assim como o foco, a medição de luz acontece quando
o obturador é disparador pela metade. Para enganar a câmera, aponte a lente
para a parte mais clara e aperte o disparador até que a fotometria seja
realizada. Sem tirar o dedo do botão, volte a lente para o enquadramento
original e finalize o registro!
Faça
ajustes posteriores
Não é
pecado nenhum, editar a sua fotografia no Photoshop, ou outro editor de imagens
que você utilize. Na verdade, a maior parte dos fotógrafos faz isso, para
deixar a foto com aquele ar de imagem de revista.
Se a
sua foto ficou ótima, mas a sombra não ficou escura o suficiente, existe
salvação! Vá até os controles de exposição e iluminação do seu editor e aumente
um pouco (não exagere!) o contraste. Se você souber mexer com níveis, pode
controlar melhor os tons claros e escuros, para destacar ainda mais os
contornos.
Não tenha medo de inovar
Use filtros, brinque com o foco, faça o que a
sua criatividade permitir!
Pode parecer que a fotografia de silhuetas é muito
limitada, mas isso não é verdade. Nós ensinamos aqui apenas os princípios
básicos, os quais você pode usar para inovar e criar imagens únicas e
criativas. Utilize, por exemplo, tecidos entre o objeto e o fotógrafo, para
criar um visual diferente e misterioso. Você pode desfocar os objetos, utilizar
luzes coloridas etc. ... Não tenha medo de criar!








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