terça-feira, 5 de agosto de 2014

Artigo - Noções mais básicas da fotografia.


Luz

Tudo na fotografia gira à volta da luz e da captura da luz refletida pelos objetos, é a matéria-prima da imagem. Fotografia é “grafar com luz”. A luz é radiação eletromagnética que tem a propriedade de impressionar o olho humano (não se esquecendo das películas fotográficas e dos sensores digitais das câmaras atuais. A luz é definida pela qualidade (suave num dia nublado ou duro num dia de sol ao meio-dia) e pela quantidade.





Velocidade do obturador
Permite controlar a quantidade de luz que chega ao sensor ajustando o tempo em que o sensor fica exposto à luz. Quanto maior for a velocidade de obturação, menos luz chega ao sensor.

A escala de tempos pode variar entre seguintes velocidades, das mais lentas (maior tempo de exposição), até às mais rápidas: 8, 4, 2, 1, 1/2, 1/4, 1/8, 1/15, 1/30, 1/60, 1/125, 1/250, 1/500, 1/1000, 1/2000, 1/4000 1/8000 de segundo.

Em algumas câmaras DSLR é comum haver uma opção B ou BULB que permite manter o obturador aberto enquanto o botão de disparo permanecer pressionado, isto permite exposições muito longas para fotografar com pouca luz. A cada valor que dobra o tempo de exposição, dobra-se a quantidade de luz que entra pela objetiva.

A cada passo nesta escala chamamos de ponto de luz. Por exemplo: 1/500 é dois pontos de luz abaixo de 1/125, porque deixará entrar 1/4 de luz a menos. Este conceito será empregado em todos os dispositivos que controlam a entrada de luz (obturador e diafragma), como vamos ver adiante.

Caso a sua máquina permita controlar o obturador manualmente, pode usá-lo para melhorar suas imagens, usando velocidades baixas para dar um efeito “arrastado” ou velocidades altas (acima de 1/125) para congelar a imagem ou evitar que a foto fique “tremida”.




Abertura do Diafragma
Permite controlar a quantidade de luz que chega ao sensor ajustando o tamanho da abertura por onde a mesma vai passar na lente. Quanto maior for a abertura mais luz chegará ao sensor. Os valores de abertura são precedidos da letra “f” e são conhecidos como “f stop” ou pontos de luz.

Na escala de abertura de diafragma, valores menores representam aberturas maiores e vice-versa.Exemplo de uma escala de aberturas, começando nas aberturas maiores e terminando nas menores: f 1.4, f 1.8, f 2.8, f 4, f 5.6, f 8, f 11, f 16, f 22. Nessa escala, vemos a "resistência" que a objetiva apresenta à passagem da luz. Quanto maior o valor, menos luz passa.

Cada valor f na escala da objetiva deixa passar o dobro da luz da sua subsequente e metade da sua precedente, ou seja:
f 5.6, deixa passar o dobro da luz de f 8 e metade de f 4.Quanto maior for a abertura do diafragma menor será a profundidade de campo (em inglês, DOF - Depth Of Field)


ISO (INTERNATIONAL STANDARDS ORGANIZATION)
É a medida da sensibilidade à luz do sensor (ou filme). Quanto maior o valor, maior a sensibilidade do sensor à luz. No caso dos sensores digitais, de ISO ajustável, quanto maior for o valor ISO, maior será o ruído (grãos) nas imagens geradas. Sensores de maiores dimensões produzem menor ruído digitais para o mesmo valor de ISO. Pode variar de 50 a mais de 100.000.




Profundidade de campo

É o efeito que descreve até que ponto objetos que estão mais ou menos perto do plano de foco aparentam estar nítidos. Varia com a abertura do diafragma (maior abertura = a menor profundidade de campo) e com o tamanho do sensor (quanto maior for o sensor menor poderá ser a profundidade de campo).

A profundidade de campo pode ser usada de forma criativa, por exemplo, para desfocar o fundo de um retrato. Nas fotos abaixo, podemos verificar a pouca profundidade de campo da fotografia tirada com f menor (maior abertura do diafragma = menor profundidade de campo). Conforme aumentamos o valor de f, a área em foco na fotografia também aumenta.






Distância Focal
É à distância, em milímetros, entre o ponto de convergência da luz e o ponto onde a imagem focada será projetada. Todas as objetivas recebem classificações como grande angular, normal e teleobjetiva.




Objetiva normal – tem um campo de visão na ordem dos 50º e proporciona uma visão muito próxima do olho humano. Todos os fotógrafos devem ter e usar uma objetiva de 50 mm e f1. 4 ou 1.8 de abertura.



Grande Angular – apresenta um grande ângulo de visão (entre os 60º e os 180º). A distância focal destas objetivas é menor que a diagonal da imagem projetada. Distância focal inferior a 40 mm.

Teleobjetiva – apresenta um pequeno ângulo de visão. Produz imagens ampliadas com os planos achatados ou comprimidos. Variam normalmente entre 85 mm e 1200mm.


Objetiva zoom – Apresentam distâncias focais variáveis, compreendidas entre 2 extremos (ex: 18mm – 200mm). São as objectivas mais em voga atualmente. São mais práticas de utilizar, mas oticamente não são tão precisas.







Sensor
O sensor de 35 mm (Full frame) é considerado o tamanho standard para os sensores digitais. Isto deve-se ao fato de ter as dimensões de um fotograma de filme de 35 mm, o que permite manter compatibilidade com as lentes usadas nos tempos do filme. Quando se deu o desenvolvimento dos sensores digitais surgiram sensores menores (APS-C e APS-H) com o objetivo de baixar custos de produção e permitir o uso de lentes mais compactas.

Ao usar lentes calibradas para 35 mm com sensores menores aplica-se um fator de conversão para calcular a distância focal. Por exemplo, num sensor APS-C da Nikon o fator de conversão (crop fator) é de 1,5x, ou seja, se usarmos uma lente de 100 mm esta irá encher o preencher o sensor da mesma forma que uma lente de 150 mm preencheria um sensor de 35 mm.

Para as câmeras Canon, esse fator é de 1,6x. Independentemente do tamanho dos sensores, o número de megapixels das máquinas compactas é semelhante ao das DSLR, isto faz com que a densidade seja muito superior nas máquinas compactas do que nas DSLR. 

Esta densidade superior tem como consequência que cada pixel de um sensor compacto capte menos luz que o de uma DSLR, o que se traduz em maior ruído digital nas máquinas com maior densidade de pixels.

Em resumo, quanto maior o sensor melhor e quanto menor for o número de megapixels menor será o ruído digital produzido pelo sensor, comportando-se melhor em situações de fraca luminosidade.


White Balance (Balanço de branco)
É uma analogia entre a cor da luz emitida por um corpo negro aquecido até a temperatura especificada em Kelvin e a cor que estamos comparando. Quando falamos em luz quente ou fria, não estamos nos referindo ao calor físico da lâmpada, mas sim à tonalidade de cor que ela apresenta ao ambiente.

Luz com tonalidade de cor mais suave torna-se mais aconchegante e relaxante. Luz mais clara, mais estimulante. Quanto mais alta a temperatura de cor, mais clara é a tonalidade de cor da luz. A luz natural tem uma temperatura de 6500K.

As definições de balanço de brancos da sua máquina digital têm que coincidir com a temperatura da luz ambiente para que as fotos apresentem cores naturais. Todas as câmaras atuais fazem o balanço de brancos automático, mas como em quase tudo, os melhores resultados são obtidos manualmente.




Regra dos Terços
Esta regra diz que se divida o visor da câmara em 3 terços horizontais e 3 terços verticais, traçando 2 linhas verticais e 2 horizontais. Ao efetuar esta divisão ficam 4 pontos no visor. Devemos colocar o motivo de interesse (o tema da sua foto) em cima de um desses 4 pontos ou, em alternativa, em cima de uma das linhas de divisão.

As linhas horizontais podem ser usadas, em fotografias de paisagem para colocar o horizonte. Se o céu for o tema da tua foto, deves colocar o horizonte no terço inferior, caso o teu motivo de interesse não seja o céu, deves colocar a linha do horizonte no terço superior.Salvo raras exceções, devemos evitar colocar o tema principal no centro da foto.


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