Luz
Tudo na fotografia gira à volta da luz e da captura da luz refletida pelos objetos, é a matéria-prima da imagem. Fotografia é “grafar com luz”. A luz é radiação eletromagnética que tem a propriedade de impressionar o olho humano (não se esquecendo das películas fotográficas e dos sensores digitais das câmaras atuais. A luz é definida pela qualidade (suave num dia nublado ou duro num dia de sol ao meio-dia) e pela quantidade.
Velocidade
do obturador
Permite
controlar a quantidade de luz que chega ao sensor ajustando o tempo em que o
sensor fica exposto à luz. Quanto maior for a velocidade de obturação, menos
luz chega ao sensor.
A
escala de tempos pode variar entre seguintes velocidades, das mais lentas (maior tempo de
exposição), até às mais rápidas: 8, 4, 2, 1, 1/2, 1/4, 1/8, 1/15, 1/30, 1/60,
1/125, 1/250, 1/500, 1/1000, 1/2000, 1/4000 1/8000 de segundo.
Em
algumas câmaras DSLR é comum haver uma opção B ou BULB que permite manter o
obturador aberto enquanto o botão de disparo permanecer pressionado, isto
permite exposições muito longas para fotografar com pouca luz. A cada valor que
dobra o tempo de exposição, dobra-se a quantidade de luz que entra pela
objetiva.
A
cada passo nesta escala chamamos de ponto de luz. Por exemplo: 1/500 é dois
pontos de luz abaixo de 1/125, porque deixará entrar 1/4 de luz a menos. Este
conceito será empregado em todos os dispositivos que controlam a entrada de luz
(obturador e diafragma), como vamos ver adiante.
Caso
a sua máquina permita controlar o obturador manualmente, pode usá-lo para
melhorar suas imagens, usando velocidades baixas para dar um efeito “arrastado”
ou velocidades altas (acima de 1/125) para congelar a imagem ou evitar que a
foto fique “tremida”.
Abertura do Diafragma
Permite
controlar a quantidade de luz que chega ao sensor ajustando o tamanho da
abertura por onde a mesma vai passar na lente. Quanto maior for a abertura mais
luz chegará ao sensor. Os valores de abertura são precedidos da letra “f” e são
conhecidos como “f stop” ou pontos de luz.
Na
escala de abertura de diafragma, valores menores representam aberturas maiores
e vice-versa.Exemplo de uma escala de aberturas, começando nas aberturas maiores e terminando
nas menores: f 1.4, f 1.8, f 2.8, f 4, f 5.6, f 8, f 11, f 16, f 22. Nessa
escala, vemos a "resistência" que a objetiva apresenta à passagem da
luz. Quanto maior o valor, menos luz passa.
Cada
valor f na escala da objetiva deixa passar o dobro da luz da sua subsequente e
metade da sua precedente, ou seja:
f
5.6, deixa passar o dobro da luz de f 8 e metade de f 4.Quanto maior for a
abertura do diafragma menor será a profundidade de campo (em inglês, DOF -
Depth Of Field)
ISO
(INTERNATIONAL STANDARDS ORGANIZATION)
É a
medida da sensibilidade à luz do sensor (ou filme). Quanto maior o valor, maior
a sensibilidade do sensor à luz. No caso dos sensores digitais, de ISO
ajustável, quanto maior for o valor ISO, maior será o ruído (grãos) nas imagens
geradas. Sensores de maiores dimensões produzem menor ruído digitais para o
mesmo valor de ISO. Pode variar de 50 a mais de 100.000.
Profundidade
de campo
É o
efeito que descreve até que ponto objetos que estão mais ou menos perto do
plano de foco aparentam estar nítidos. Varia com a abertura do diafragma (maior
abertura = a menor profundidade de campo) e com o tamanho do sensor (quanto
maior for o sensor menor poderá ser a profundidade de campo).
A
profundidade de campo pode ser usada de forma criativa, por exemplo, para
desfocar o fundo de um retrato. Nas fotos abaixo, podemos verificar a pouca
profundidade de campo da fotografia tirada com f menor (maior abertura do
diafragma = menor profundidade de campo). Conforme aumentamos o valor de f, a área
em foco na fotografia também aumenta.
Distância Focal
É à distância, em milímetros, entre o ponto de convergência da luz e o ponto onde a imagem focada será projetada. Todas as objetivas recebem classificações como grande angular, normal e teleobjetiva.
Objetiva
normal – tem um campo de visão na ordem dos 50º
e proporciona uma visão muito próxima do olho humano. Todos os fotógrafos devem
ter e usar uma objetiva de 50 mm e f1. 4 ou 1.8 de abertura.
Grande
Angular – apresenta um grande ângulo de visão (entre os 60º e os 180º). A
distância focal destas objetivas é menor que a diagonal da imagem projetada.
Distância focal inferior a 40 mm.
Teleobjetiva – apresenta um pequeno ângulo de visão.
Produz imagens ampliadas com os planos achatados ou comprimidos. Variam
normalmente entre 85 mm e 1200mm.
Objetiva
zoom – Apresentam distâncias focais variáveis, compreendidas entre 2
extremos (ex: 18mm – 200mm). São as objectivas mais em voga atualmente. São
mais práticas de utilizar, mas oticamente não são tão precisas.
Sensor
O sensor de 35 mm (Full frame) é
considerado o tamanho standard para os sensores digitais. Isto deve-se ao fato
de ter as dimensões de um fotograma de filme de 35 mm, o que permite manter
compatibilidade com as lentes usadas nos tempos do filme. Quando se deu o desenvolvimento
dos sensores digitais surgiram sensores menores (APS-C e APS-H) com o objetivo
de baixar custos de produção e permitir o uso de lentes mais compactas.
Ao usar lentes calibradas para 35 mm com
sensores menores aplica-se um fator de conversão para calcular a distância
focal. Por exemplo, num sensor APS-C da Nikon o fator de conversão (crop fator)
é de 1,5x, ou seja, se usarmos uma lente de 100 mm esta irá encher o preencher
o sensor da mesma forma que uma lente de 150 mm preencheria um sensor de 35 mm.
Para as câmeras Canon, esse fator é de
1,6x. Independentemente do tamanho dos sensores, o número de megapixels das
máquinas compactas é semelhante ao das DSLR, isto faz com que a densidade seja
muito superior nas máquinas compactas do que nas DSLR.
Esta densidade superior
tem como consequência que cada pixel de um sensor compacto capte menos luz que
o de uma DSLR, o que se traduz em maior ruído digital nas máquinas com maior
densidade de pixels.
Em resumo, quanto maior o sensor melhor
e quanto menor for o número de megapixels menor será o ruído digital produzido
pelo sensor, comportando-se melhor em situações de fraca luminosidade.


White
Balance (Balanço de branco)
É uma analogia entre a cor da luz
emitida por um corpo negro aquecido até a temperatura especificada em Kelvin e
a cor que estamos comparando. Quando falamos em luz quente ou fria, não estamos
nos referindo ao calor físico da lâmpada, mas sim à tonalidade de cor que ela
apresenta ao ambiente.
Luz com tonalidade de cor mais suave torna-se
mais aconchegante e relaxante. Luz mais clara, mais estimulante. Quanto mais
alta a temperatura de cor, mais clara é a tonalidade de cor da luz. A luz
natural tem uma temperatura de 6500K.
As definições de balanço de brancos da
sua máquina digital têm que coincidir com a temperatura da luz ambiente para
que as fotos apresentem cores naturais. Todas as câmaras atuais fazem o balanço
de brancos automático, mas como em quase tudo, os melhores resultados são
obtidos manualmente.
Regra
dos Terços
Esta
regra diz que se divida o visor da câmara em 3 terços horizontais e 3 terços
verticais, traçando 2 linhas verticais e 2 horizontais. Ao efetuar esta divisão
ficam 4 pontos no visor. Devemos colocar o motivo de interesse (o tema da sua
foto) em cima de um desses 4 pontos ou, em alternativa, em cima de uma das
linhas de divisão.
As
linhas horizontais podem ser usadas, em fotografias de paisagem para colocar o
horizonte. Se o céu for o tema da tua foto, deves colocar o horizonte no terço
inferior, caso o teu motivo de interesse não seja o céu, deves colocar a linha
do horizonte no terço superior.Salvo raras exceções, devemos evitar colocar o
tema principal no centro da foto.















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