sábado, 16 de agosto de 2014

Galeria dos Estudantes


"A fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói-se um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se uma história cabe a nós, espectadores, o imenso desafio de lê-las." ( Ivan Lima)






Zoran Djordjevic


Foto Lala Machado





Walter Nasser




Dani Stos



Ricardo A.Prado

kelly Marcela


Patrick Brena



Iara Silveira


S.Bernardelli


Mônica Rubio


Angela Oliveira


Galeria de fotos - Zoran Djordjevic




Zoran Djordjevic é Iugoslavo/Sérvio, reside no Brasil há mais de 15 anos, vive na cidade de São Sebastião. Formado pela Escola de Cinema da antiga Tchecolosvaquia (Praga). Já filmou na Tchecolosvaquia, Iugoslávia, Brasil, Chile. Esteve no Brasil à primeira vez, participando da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.


  




















Nove edições no Photoshop que falharam miseravelmente


Usar um editor de imagens para retocar uma foto ou outra pode até ser uma boa ideia. Você pode deixar uma imagem mais clara ou ainda aplicar alguns efeitos bacanas e o resultado provavelmente vai agradar todo mundo. Entretanto, é preciso ficar atento a alguns detalhes que podem fazer toda a diferença.

A lista abaixo revela algumas imagens que foram publicadas no Facebook com alguns retoques, mas que infelizmente falharam miseravelmente em seu objetivo. Qual delas acabou resultando na pior edição possível? Escolha a sua preferida abaixo e boa diversão.


Cada um com seu fundo...



Ele ficou milionário! Só que não!



Barriga tanquinho na moleza

Cintura fina! Não, péra!

Tem algo errado no céu?

Esse braço musculoso é mesmo o dele?


Essa porta esta torta?

Esta imagem, ela é real?

Tirando a "amiga" de cena

Como tirar fotos de casais

No final de semana do dia dos namorados, nada melhor do que mostrar e eternizar o amor em uma fotografia. Fotografar casais não é uma tarefa difícil, já que eles geralmente têm uma boa afinidade entre si e estão naturalmente felizes e sorridentes, então, as chances de conseguir uma ótima imagem são muito maiores.

imagem: Ana Nemes


Aproveite o clima de romance dessa data para conseguir imagens inspiradoras dos casais que você conhece ou, quem sabe, de você e do seu amor. Apesar de não ser difícil fazer esse tipo de foto, existem algumas dicas que podem ajudar o fotógrafo a capturar fotografias dignas de uma página de revista. 

Converse bastante com o casal
Não importa se vocês são amigos há muito tempo, quando você for fotografar um casal, antes de qualquer coisa, sente-se e converse com eles. Não fale apenas sobre o ensaio, mas sobre os dois. Muitas histórias que podem parecer sem importância são reveladas nesses bate-papos e podem ajudar a compor a cena.



Ter um diálogo aberto com os seus modelos é algo importante e define todo o resto do ensaio. Se você conseguir se lembrar de apenas uma das dicas desse artigo, que seja essa, pois é a mais importante. 

Não tenha pressa, não ache que essa conversa é uma perda de tempo. A quantidade de tempo que será economizada depois e o aumento da qualidade das fotos vão confirmar que falar demoradamente com o casal é muito importante. 

Perguntem quais locais, objetos e poses têm a ver com a história deles, para adicionar elementos pessoais ao seu ensaio fotográfico e deixá-lo muito mais significativo para o casal. 

Se eles se conheceram em um parque, leve-os lá. Se eles trocavam cartas, peça para criar o ambiente utilizando-as. Esse tipo de personalização é que diferencia uma foto bonita de uma foto inesquecível. 

Escolha o melhor local

imagem: Flickr/Benurs

Depois de conversar com o casal, é hora de escolher o local para o ensaio. É claro que o que eles falarem vai influenciar na escolha, porém, nem sempre é possível voltar ao exato lugar no qual eles se conheceram ou começaram a namorar. 

Normalmente, parques e locais públicos são alternativas melhores do que estúdios, já que existem mais possibilidades de interação do casal com o ambiente, e isso pode render imagens menos “posadas”, mais naturais. 

Existe uma pergunta que você precisa se fazer, e fazer ao seu casal, que define o rumo de tudo. 

Qual é o estilo do ensaio? 
Existe um incontável número de possibilidades! Temático, romântico, formal, casual... Não se prenda ao tradicional sempre. Com um pouco de bom humor, é possível fazer fotos divertidas e diferentes do normal, que se destacam entre as outras.



imagem: Zim Killgore

Fale com os modelos sobre o figurino, também. Se não for nada temático, peça para vestirem roupas mais neutras e que combinem entre si, pois isso ajuda a compor a cena de forma harmoniosa.

Fotografe tudo!
Casais são fáceis de fotografar por que eles geralmente estão em um clima tão intenso de carinho e beijinhos que será muito mais fácil capturar os momentos especiais. Não espere até que eles estejam posando para as suas lentes para começar a fotografar, tente capturar os momentos espontâneos de conversas ao pé do ouvido e sorrisos naturais a qualquer hora.






imagem: Mo Riza

Não se preocupe se alguma imagem não ficar completamente nítida, por ter sido tirada enquanto os modelos estavam se mexendo. Aproveite o motion blur para dar a impressão de movimento e dinamizar o seu ensaio.

Aproveitando essa dica, preste sempre atenção aos casais que você vê na rua e nos locais que você frequenta, como parques e museus. Você pode encontrar modelos anônimos para uma linda fotografia dessa forma!




 imagem: Ana Nemes


Só cuidado para não ser indiscreto. Se você for divulgar a fotografia e não conhece aquelas pessoas, não deixe o rosto de ninguém aparecer! É melhor se prevenir do que ter um processo judicial que poderia ser evitado.

Dirija o ensaio
Faz parte do trabalho do fotógrafo falar para os modelos o que eles precisam fazer, mesmo que seja uma fotografia espontânea. Você precisa sugerir os movimentos deles, decidir os enquadramentos e como o casal vai interagir com o ambiente. Não é preciso usar poses forçadas e estáticas, mas é necessário que você defina uma direção para o ensaio.

Procure usar os recursos fotográficos que você conhece e combine-os para criar efeitos belos nas fotos. Abuse do controle de profundidade de campo para destacar o casal e utilize cores quentes para deixar o ensaio com um tom mais aconchegante.


imagem: Ana Nemes


Não vá despreparado para fotografar alguém. Tenha algumas poses e enquadramentos em mente e saiba o que fazer. As pessoas precisam sentir segurança nas ações do fotógrafo para que possam confiar nele e se sentirem mais a vontade. 


Traga amigos do casal
Essa dica vale para qualquer tipo de ensaio que envolva pessoas: traga um ou mais amigos dos modelos para ficarem atrás da câmera e interagir com eles. Muitas vezes as pessoas se sentem tímidas na presença de uma lente apontada para elas, e ter alguém conhecido junto é uma ótima alternativa que pode ajudar nessas situações. 

É claro que existem casos em que isso não é necessário, por exemplo, se você já for amigo dos modelos, ou se eles ficarem ainda mais tímidos com pessoas em volta. De qualquer forma, tenha isso sempre como uma carta na manga, já que pode ser uma solução bastante útil! 

Cuide com a iluminação




A luz em um ensaio desse tipo tem um papel importantíssimo, já que é ela a responsável por criar a atmosfera ideal de romance necessária para que as fotos fiquem ainda mais inesquecíveis. É claro que a iluminação sempre é importante, mas nesse caso, você pode buscar efeitos específicos, como os lens flare.

Lens flare, de uma maneira resumida, são aqueles reflexos que aparecem na fotografia quando uma fonte de luz está posicionada de frente para a câmera e consegue entrar na lente. Dependendo do ângulo de entrada da luz, o efeito pode ser visto no resultado final. Antigamente isso costumava ser visto como um defeito, mas um lens flare bem posicionado pode render um charme na imagem.


Procure fotografar quando o sol não estiver no alto do céu, e sim mais tarde, quando ele estiver um pouco mais baixo. O horário varia, é claro, de cidade para cidade, portanto, você precisa observar a posição do sol durante o dia na sua localidade para decidir o horário para fazer as fotos.

Esse posicionamento é importante, pois você pode criar sombras mais interessantes, lens flare e o efeito “halo”, que é quando os modelos ficam na frente do sol e a claridade ilumina toda a silhueta deles, como visto na primeira foto desse tópico. 






Use um editor de imagens
Isso já foi dito, mas é bom sempre reforçar: não é nenhum pecado editar uma fotografia! Na verdade, a maior parte dos fotógrafos profissionais usa esse recurso em todas as suas imagens, para deixá-las ainda melhores.


Não precisa descaracterizar as pessoas, mas correções de cores e contrastes são sempre bem-vindas. E se você quiser, aplique uma edição mais pesada em algumas fotos, apenas para dar um destaque maior.




imagem: Ana Nemes

O mais importante na fotografia de casais é que os modelos confiem um no outro e estejam à vontade. A luz, a edição, o local e todo o resto são meros detalhes que contribuirão para que a fotografia fique inesquecível. Aproveite o final de semana dos namorados e o clima de romance para capturar fotos incríveis.

O que é balanço de branco?

Você já reparou que, muitas vezes, fotografias tiradas no mesmo ambiente apresentam colorações diferentes? Algumas ficam mais amareladas e outras, muitas vezes, com um tom mais azulado. Você sabe o que causa esse efeito?

Essas variações de cor são resultado do balanço de branco feito pela câmera. Ou seja, muitas vezes a lente não consegue traduzir corretamente o que é branco no ambiente e distorce as cores na fotografia.

O balanço de branco e o olho humano
Cada um dos tipos de luzes diferentes que encontramos no nosso dia a dia produz um brilho com uma cor característica. Não apenas aquelas lâmpadas coloridas, que seriam os casos extremos, porém as lâmpadas comuns encontradas em todas as casas.

Alguns tipos de fontes de luz produzem um brilho mais amarelado, outras possuem uma cor característica em tons de verde ou azul. Nós quase não percebemos isso, pois o nosso olho é capaz de, automaticamente, corrigir as diferentes tonalidades que encontramos por aí.


Rachel K. (cima) e allen LI (baixo)

Não apenas as lâmpadas, mas alguns ambientes que possuem paredes coloridas ou muitas superfícies de uma mesma tonalidade podem refletir a luz em tons característicos. Apesar de o nosso olho ser “treinado” para compensar essas diferenças, uma máquina fotográfica não tem a mesma capacidade. Ou, pelo menos, não de uma maneira tão eficaz.

Diferentes tonalidades
Todas as fontes de luz possuem brilhos em tonalidades características. Por exemplo, a luz do sol (em um dia sem nuvens) possui uma coloração levemente amarelada. Uma luz fria, fluorescente, pode ter tons mais azuis e algumas lâmpadas incandescentes são bastante amareladas.



Nesta tabela é possível apontar algumas situações: por volta de 5200K está a luz do sol, a iluminação dos flashs das câmeras é encontrada entre 5500K e 6000K. Luzes de tungstênio (incandescentes) estão entre 3000K e 3200K aproximadamente, e um dia nublado tem uma iluminação com a tonalidade em aproximadamente 7000K a 8000K.

Quando uma fotografia é batida, o brilho refletido pelo ambiente vai interferir na coloração da imagem. Em um quarto iluminado por uma lâmpada incandescente, tudo o que for branco, vai sair na foto com tons levemente amarelados. É possível corrigir isso no Photoshop, mas não é necessário. A sua câmera tem ajustes que balanceiam essas alterações de cor no momento do disparo!


O balanço de branco é a função que corrige a coloração das fotos. Ela é chamada assim, pois, quando você mostra para a câmera o que ela deve tratar como a cor branca na imagem, ela automaticamente ajusta todas as outras cores.

Modos automáticos
Existem quatro meios de a câmera lidar com a mudança na tonalidade de diversas fontes de iluminação. Ela pode usar uma função completamente automática, alguns modos pré-definidos, uma ferramenta na qual você indica a temperatura de cor aproximada ou o modo completamente manual.


Escolhendo o modo automático, você não tem nenhum controle sobre a coloração final, e nem sempre o sistema da câmera acerta. Muitas vezes o que vemos é uma fotografia sem vida, com cores que não apresentam o devido brilho. Tente não optar por esse modo, sempre que possível.






O problema nesses casos é que a câmera só consegue medir com maior precisão quando houver elementos brancos na composição a ser fotografada. Caso contrário, o medidor pode se confundir e deixar a imagem com tons lavados e sem vida.

Já os modos pré-programados apresentam, geralmente, resultados melhores. Muitas câmeras não trazem nenhum tipo de configuração manual para o balanço de branco, sendo que nesses casos as funções programadas são a melhor alternativa.

Com esse tipo de ajuste, você escolhe uma configuração de acordo com a iluminação local, e a máquina tem condições de medir melhor a tonalidade da luz do ambiente. Por exemplo, em uma tarde ensolarada, escolha o modo “luz solar” (geralmente indicado com o ícone de um sol), pois ele é o que mais corresponde com a realidade.









imagem: Ana Nemes



Nem sempre vai existir um modo programado que seja exatamente condizente com a realidade, mas as câmeras mais novas procuram trazer uma gama bem grande de opções, que conseguem cobrir uma boa faixa de temperaturas de cor.


As configurações pré-programadas mais encontradas são: luz solar (para dias com sol em ambientes abertos), dia nublado (para dias chuvosos, em ambientes abertos), luz fria (ambientes fechados com luzes em tons mais azulados), luz de tungstênio (lâmpada comum incandescente) e, nas máquinas mais novas, luz de flash e sombra. Teste todos eles em diferentes ambientes para ter uma ideia do que é melhor para cada situação.





Se você quer obter uma cor distorcida, mais amarelada ou azulada que o real, escolha propositadamente um modo que não condiz com a realidade. Por exemplo, em um dia de sol, se você quer uma foto mais amarelada que o normal, escolha o modo nublado no balanço de brancos. 


Modos manuais de ajuste do balanço de branco
Além do sistema automático e dos ajustes pré-programados, algumas câmeras trazem dois modos manuais para o balanço de brancos: um no qual você pode indicar a tonalidade da iluminação e outro no qual você indica para a câmera um objeto branco para que ela faça a medição, a famosa ação de “bater o branco”.

Apesar de serem configurações manuais, não existe segredo nenhum em ajustar o balanço de brancos. Primeiro, observe o ambiente e a sua iluminação. Você não precisa saber exatamente a temperatura de cor, mas pode deduzir a partir da coloração predominante no local. Se for preciso, olhe em uma tabela de temperatura de cores, como a existente no início do artigo, então indique o valor para a máquina fotográfica.



Foto imagem: Ana Nemes



Existem modelos nos quais você precisa indicar um valor de temperatura de cor apenas, e isso exige mais prática e muitas tentativas, porém, existem câmeras que trazem um círculo de cores e você só precisa colocar o marcador sobre a região de cores que mais se aproxima da iluminação ambiente.


O método completamente manual é popularmente chamado de “bater o branco”. Coloque a câmera neste modo (cada máquina traz um caminho diferente, leia sempre o manual!) e escolha medir a partir de uma nova fotografia. Aponte a câmera para uma superfície branca para indicar para a máquina o que, naquele ambiente e iluminação, ela deve tratar como branco.


Se quiser melhores resultados, não use algo completamente branco para bater o branco. Prefira uma superfície cinza (não muito escura) e não refletiva, pois as cores finais dessa forma ficam mais vívidas e valorizadas. Se você quiser um resultado diferente, pode usar a sua criatividade e se divertir com as cores usando o balanço de brancos!

Experimente novos resultados


Você pode brincar e distorcer bastante os resultados finais. Por exemplo, se você "bater o branco" em uma superfície verde, a foto ficará com tonalidades próximas ao magenta. Fazer isso em uma superfície vermelha gera fotos em tons de azul claro (ciano). Cada tonalidade gera uma outra cor para a imagem. 

Isso acontece obedecendo a regra das cores complementárias para a luz, e se você quiser uma tonalidade específica na imagem, basta "bater o branco" em uma superfície que possua aproximadamente a sua cor oposta, conforme essa tabela:



Vale a pena testar diferentes variações e distorções, em maior ou menor proporção, para que você consiga ter mais controle sobre o que você fotografa, e para saber como conseguir o resultado de cor desejado.





domingo, 10 de agosto de 2014

Entenda os diferentes tipos de iluminação


É impossível falar de fotografia sem pensar em luz. O próprio nome dessa arte (fotografia quer dizer “escrever com a luz”) já adianta qual é o cuidado mais importante que deve ser tomado ao capturar uma cena.

Porém, não é simplesmente a quantidade de luz que importa. Aprenda essa semana quais são os principais tipos de iluminação, como eles interferem no resultado final e como você pode posicionar as suas fontes de luz para conseguir melhores fotografias.

Diferentes fontes de iluminação
Praticamente tudo que emite luz pode ser uma fonte de iluminação para a fotografia, mas existem algumas principais, que iremos abordar neste artigo. A primeira divisão que se deve ter em mente é que existem três tipos de fontes de luz: naturais, artificiais e ambientes. Saber aproveitá-las em conjunto é muito importante.

Fontes de iluminação naturais são as luzes que estão no ambiente e fazem parte dele. O sol, claro, é a principal fonte de iluminação natural e pode se comportar de diversas formas, como veremos mais para frente. Das fontes de iluminação, ela é a que mais se modifica.

Outras fontes naturais são mais difíceis de serem observadas, principalmente nas cidades, já que à noite existe a iluminação dos postes e das casas. Porém, em um local completamente livre de luzes artificiais é possível conseguir fotografias lindíssimas utilizando a luz da lua, das estrelas e ocasionalmente de raios e auroras boreais.


A luz da lua também é uma fonte natural 
(Fonte da imagem: olafurmagnusson

Já as luzes artificiais, estão em todos os lugares. Lâmpadas caseiras, postes de luz, faróis dos carros, refletores, holofotes, lanternas etc... Praticamente em todos os lugares é possível encontrar uma fonte assim. Elas podem ter diferentes temperaturas e intensidades, portanto, combinar duas ou mais fontes artificiais pode ser um desafio. 

Por último, o terceiro tipo de iluminação é aquele que une os dois primeiros, e que nós dificilmente conseguimos controlar. A iluminação ambiente é tudo aquilo que faz parte do local, seja por meio de fontes naturais ou artificiais. 

Um poste de luz, apesar de ser configurado como fonte artificial, geralmente se enquadra também nesse terceiro tipo de iluminação, já que não podemos simplesmente apagá-lo se estiver atrapalhando. 

A menos que você fotografe em um estúdio, a luz ambiente sempre vai estar presente, então o melhor a fazer é pensar em soluções criativas para aproveitá-la na cena. Porém, antes disso, é preciso entender e conhecer duas características básicas de qualquer fonte de luz. 

Luz dura e luz suave: o que é isso?
Quando se fala em dureza da luz, este nome pode não fazer o menor sentido, a princípio. Porém, o conceito é algo simples de se entender e ajuda muito o fotógrafo a conseguir o resultado desejado. 

Luz dura é aquela que incide diretamente sobre o objeto fotografado, causando uma sombra bem marcada e nítida. O sol, em um dia sem nuvens, projeta exatamente esse tipo de iluminação. 

Já a luz suave é aquela que gera sombras sem contornos nítidos e não é possível dizer exatamente em que ponto essa sombra começa ou termina. Em um dia nublado, a luz do sol se comporta dessa forma. Veja nas imagens a seguir (as duas fotografias foram feitas utilizando-se apenas da luz do sol) a diferença entre os dois tipos de iluminação:


A sombra marcada indica luz dura, já uma sombra difusa indica luz suave 
(Fonte da imagem: Ana Nemes

Agora que você já sabe o que significa esses dois conceitos, é hora de entender como usá-los nas suas imagens e como simular um efeito de luz dura ou suave. Nenhuma das iluminações é errada, ou pior que a outra, tudo depende do propósito da imagem e do efeito que você deseja causar. 

Quando usar a luz dura
Esse tipo de iluminação é ótimo para mostrar o contraste entre o claro e escuro, dando uma ideia de mistério, de que há algo escondido nas sombras. É só pensar em cenas de suspense nos filmes, que também utilizam esses conceitos, na maior parte das vezes a iluminação é dura e com bastante variação entre luz e sombra.


A luz dura traz a ideia de mistério e drama
 (Fonte da imagem: Ana Nemes

A sombra dura causa sempre uma impressão mais forte do que a luz suave. Isso não quer dizer que a luz mais difusa é ruim, mas se você pretende criar um impacto, é bom optar pela luz direta. Em fotos sensuais, é comum utilizar esse tipo de iluminação, principalmente quando se pretende realçar as curvas da modelo. 

Por mostrar contornos mais nítidos, a luz dura realça muitas vezes imperfeições e defeitos, portanto retratos feitos com esse tipo de iluminação devem ser bem produzidos, para que a fotografia não desfavoreça o modelo. 

Na fotografia do dia a dia, isso é bem nítido com o uso do flash, principalmente aquele embutido na câmera. Se você quiser uma pele mais bonita, experimente fotografar com uma iluminação mais suave (o flash é extremamente duro) e veja a diferença. 

Os efeitos da luz suave
Se uma iluminação direta dá a ideia de mistério e força, a luz difusa é ótima para passar a impressão de delicadeza, fragilidade e calma. Aquele efeito de pele lisinha das revistas (além de uma ajudinha do Photoshop, é claro) é conseguido com a ajuda de difusores, que tornam a iluminação menos dura. 


A iluminação difusa ajuda a causar uma impressão de delicadeza 
(Fonte da imagem: Karin Mathilda

É comum vermos fotografias com cores em tons claros e cenas que mostrem pessoas felizes utilizando esse tipo de luz. Não quer dizer que a luz dura seja proibida em ambientes felizes, mas a iluminação suave pode funcionar melhor. 

Como criar esses efeitos nas imagens 
Todo o segredo da diferença entre luz dura e suave está no tamanho aparente da fonte de luz em relação ao objeto ou pessoa fotografada. Quanto maior for essa fonte de luz, mais suave é o efeito, e quanto menor, mais dura é a iluminação. 

Mas como isso é possível, se nós falamos que o sol pode ser fonte de luz dura e luz suave, e o tamanho dele é um só? Ou ainda, se o tamanho é que importa, por que os holofotes de um campo de futebol à noite formam sombras bem marcadas (luz dura) se eles são enormes? 

A resposta disso é que o tamanho da fonte de luz é relativo, isto é, depende do ponto de referência. Apesar de ser imenso, o sol está muito distante da terra, portanto do nosso ponto de vista ele é pequeno. Fontes de luz pequenas causam iluminação dura, com sombras marcadas. 

A mesma coisa para os holofotes de estádio, apesar de serem grandes, estão distantes do campo e se tornam aparentemente pequenos. 

Já em um dia nublado, as nuvens agem como difusores, espalhando a luz do sol e tornando-a suave. É como se elas se tornassem uma extensa fonte única de luz, e isso faz com que o seu tamanho aparente seja grande. É por isso que em dias nublados nós vemos poucas sombras.