quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Fotojornalismo em Revistas, Jornais e Internet


 O  domínio da técnica fotográfica seja com câmaras manuais, Hi-tech ou digitais (luz, profundidade de campo, lentes, filmes, filtros, flash,etc.) são base imprescindível de trabalho. É a soma de técnica, estilo e talento: “dois anos de conhecimento geral e três de especialização”. Delimite sua área de atuação (especialidade) na fotografia. Em fotojornalismo a pauta sempre é a notícia, a informação.


Isto é todo o cotidiano; um dia fotografando a favela, outro registrando a visita do Presidente da República em meio ao luxo extremo.Para o fotógrafo de imprensa, seja qual for o meio de comunicação (jornal, revista, Internet), a foto é o resumo de um acontecimento que vai levar o leitor a descobrir a notícia. 

Na fotografia de imprensa a pauta (expediente predeterminado dos trabalhos do dia) deverá ter como regra geral, além de transmitir uma informação:

a) bom colorido, cores firmes, texturas.

b) um momento expressivo

c) composição e planos definidos.

d) foto “limpa” sem interferência do fundo no assunto (a não ser proposital)

e) momentos claros na hora do “clic”: dinamismo, clima, presença, agressividade, suavidade, flagrantes, etc. (Esportes – dinamismo e movimento; Paisagem– clima, planos de composição definidos; Comidas típicas – presença de cor)

f) faça uma direção de fotografia (angulo das tomadas). Um roteiro (sequência a ser seguida): conjunto, detalhe, close, fantástico, documento, distorcido, abstrato, etc. Crie, procure ângulos que outros fotógrafos não fariam. Evite o banal, não o simples.

g) Além de fotógrafo procure ser sociólogo, antropólogo, naturalista, etc. Entre no assunto a ser fotografado, conheça-o com profundidade, saiba distinguir um assunto autêntico de um “turístico”. Fotografe os dois, porém saiba a diferença. Informe-se. Busque a fotografia na sua essência assim como as raízes da nossa cultura miscigenada. Procure os conhecedores do assunto. Avalie as informações.

h) Procure autocriticar seu trabalho. Isto lhe ajudará cada vez mais ter uma visão intuitiva de que as fotos produzidas ficarão boas. Use toda a sensibilidade para ter a maior certeza possível que aquela foto é o orgulho do seu trabalho.Ao fotografar os aspectos básicos de qualquer pauta-pedido, os assuntos terão enfoque mais dirigidos, porém lembre-se as fotos produzidas deverão ser informativas e/ou criativas, técnicas quando o assunto exigir, dinâmicas, cores firmes, boa composição, a ponto do leitor sentir-se atraído pela notícia com a publicação da fotografia.

Procure enxergar as fotos como informação, com visão jornalística e não como um simples fotógrafo. Ter sempre em mente uma situação potencial, isto se desenvolverá com o tempo e olhando outras fotos em jornais, revistas e internet. Em todo lugar existem situações potenciais para notícia, é só observar com outros olhos: de jornalista.

A partir de agora o raciocínio é o seguinte:
a) Para que esta foto poderá ser útil como informação?
b) Qual o potencial de notícia desta foto?
c) Como posso ser criativo nesta foto como informação?

Essas perguntas o tempo todo deverão estar em sua mente. Assim gradativamente poderá compreender melhor o universo da informação, transmitindo uma linha de pensamento na fotografia.Exemplo de Pauta  de Praia e Turismo.  

A atualização fotográfica está sendo um problema grave nas editorias de revistas, jornais e informativos na internet. Nem sempre podem as redações enviar um fotógrafo pelo país afora nos dias de hoje, só para fazer um material. Aí se recorrem aos Arquivos Fotográficos. A cada dia mais as agencias fotográficas são solicitadas por diversas editorias para fornecer material atualizado do Brasil. 

Fotografia atualizada significa com menos de um ano. Algumas informações para fotografar uma pauta relacionada a praias e turismo. Como a proposta é chamar as famílias para visitarem as praias do Nordeste, por exemplo, as fotos precisam ser atraentes, peculiares e chamativas.

Lembre-se: ao fotografar, olhar pelo visor com os olhos do leitor e não só do fotógrafo. A foto tem que chamar a atenção.

Eis as dicas para fotografar esta pauta:
a) lugares bonitos com infra-estrutura  para uma família passear.

b) Lugares atraentes apesar de difícil acesso.

c) Fotos que dêem a personalidade do lugar (farol, dunas, fauna, flora, tipos humanos, etc.)

d) Criatividade fotográfica: close de conchas, mar com ondas, espuma, vista do mar para a praia, coqueiros, pescadores, fotos simples e com bom gosto.

e) Fotos das pousadas ou hotéis sem identificá-los, incluindo a praia, etc.

f) Ruas, botecos, artesanato, detalhes arquitetônicos turistas caminhando na praia, etc., se o lugar permitir. Cuidado com placas, números e cartazes que identifiquem época.


 “Seja cruel consigo mesmo”, esse é o melhor conselho que pode ser dado a um fotógrafo no momento em que ele vai efetuar a edição do seu trabalho. Descarte as fotos ruins sem piedade. Se você estiver achando que uma foto está mais ou menos, é por que ela não serve. Inclua como resultado de sua pauta somente as fotografias que você considerar realmente boas.

 Uma tática interessante é a de deixar as fotos “amadurecer” um pouco depois de tiradas. Deixar passar o envolvimento do momento, para depois julgá-las com isenção e objetividade, como se fossem de outra pessoa. Nós vemos muito mal as próprias fotos, e a única maneira de ter uma visão objetiva delas é através de outros olhos.





Aplicações da Fotografia Aérea


Fotografia aérea é fotografar o chão a partir de uma posição elevada. Geralmente o termo refere-se a imagens onde a câmera não tem como suporte uma estrutura em contato com o chão. A câmera pode ser segurada manualmente ou montada em um suporte e acionada diretamente por um fotógrafo ou por meio de disparo remoto ou automático.

Várias plataformas podem ser usadas para fotografia aérea, incluindo aviões, helicópteros, balões, dirigíveis, foguetes, pipas, postes e para-quedas. O primeiro a praticar fotografia aérea foi o fotógrafo e balonista francês Gaspard-Félix Tournachon, conhecido como "Nadar", em 1858, sobre Paris.

A fotografia aérea é usada na cartografia (especialmente em levantamentos fotogramétrico, que são geralmente a base para os mapas topográficos), planejamento de uso de terrenos,  arqueologia, produção cinematográfica, estudos ambientais, vigilância, anúncios, publicidade, tabelionato e projetos artísticos.

A especialidade de um fotógrafo aéreo é precisamente tirar fotos do ar. As fotos aéreas podem ser usadas para construções, para capturar aves ou para questões militares


Uma aplicação muito comum da fotografia aérea é a criação de ortografias – fotos que foram “corrigidas” para serem usadas como mapas. Em outras palavras, uma ortofoto simula uma fotografia tomada de cima (a um ângulo de 90º do chão) a partir de uma distância infinita.

A macrofotografia



A macrofotografia é um ramo da fotografia voltada aos pequenos objetos, mostrando aos nossos olhos detalhes muitas vezes invisíveis a olho nu, sendo provavelmente este um dos motivos do seu encanto. Ao iniciar esta breve discussão sobre macrofotografia torna-se necessário salientar alguns termos técnicos utilizados neste ramo da fotografia. Diferente do que costuma ser dito, apenas se aproximar e fotografar um objeto de perto não é macrofotografia. Vamos começar explicando o que é ampliação, um termo muito utilizado.




Imagine que você irá fotografar um objeto que tenha apenas 5 cm, como um grande grilo. Imagine agora que você fez um enquadramento bem fechado nele o colocando por inteiro dentro do fotograma, ou seja, o seu grilo terá uma medida de 3,6 cm no filme, a medida de cada fotograma nas câmeras 35 mm. Para calcular a ampliação é só dividir o tamanho do assunto no filme pelo tamanho original do assunto, ou seja: 3,6/5,0 ~ 0,7. Pode-se falar então que a ampliação foi 1:0,7 (1 para 0,7).

Pense agora em uma aproximação maior, colocando apenas parte do grilo na foto, enquadrando 3,6 cm do inseto. No filme ele terá esse mesmo tamanho, ou seja, 3,6 cm. Calculando a ampliação chegamos a 1:1 (um para um), que também é chamado de life size, ou tamanho real, já que o assunto aparecerá no filme do mesmo tamanho que ele realmente é.

Você pode ainda querer uma ampliação maior ainda, pegando apenas 1,8 cm do inseto, fazendo com que este espaço ocupe todo o fotograma. A ampliação será 2:1, ou seja, o objeto terá o dobro do tamanho original quando olhado no filme.

Pensando nos termos relacionados a essa ampliação, começando de uma menor para uma maior ampliação nós temos a fotografia close-up, responsável pelas ampliações entre 1:10 e 1:1. Aumentando a ampliação chegamos à verdadeira macrofotografia, que começa no life size 1:1 e vai até 10:1. Maiores ampliações, ou seja, 10:1 ou maiores já caem no ramo da microfotografia, sendo normalmente utilizada uma câmera fotográfica acoplada a um microscópio.


Filmes
Em macrofotografia, como se busca a reprodução dos detalhes, os melhores filmes a serem utilizados são aqueles com baixa sensibilidade e granulação muito fina, permitindo assim uma reprodução dos detalhes sem perda de informação na fotografia. São preferidos ainda filmes reversíveis, os cromos (slides), que possuem uma granulação mais fina ainda em comparação aos negativos.

No mercado nacional encontramos diversos filmes para este uso, sendo que pessoalmente aprecio muito o Fuji Provia 100F, que é extremamente fino e possui uma boa sensibilidade, proporcionando uma ótima reprodução de detalhes. Só não esqueça que os filmes reversíveis necessitam de uma revelação diferente dos filmes negativos, então será necessário levá-lo a um laboratório que faça esse tipo de revelação.

Câmera fotográfica, lentes e acessórios
O tipo de câmera fotográfica mais utilizada em macrofotografia é a câmera 35 mm reflex. Este tipo de câmera permite que você veja através do visor exatamente o que aparecerá na fotografia, facilitando seu trabalho. Existem objetivas específicas para macrofotografia, as lentes macro, que permitem grandes ampliações e possuem uma excelente qualidade ótica. O maior inconveniente dessas lentes é preço, sempre elevado.

Para sanar este problema já que não são todos que podem adquirir uma lente macro existem alguns acessórios que permitem uma maior ampliação com o uso de lentes normais. O acessório mais popular de todos é o filtro Close-up, que como o próprio nome diz, permite que você chegue mais perto do assunto a ser fotografado, proporcionando assim uma maior ampliação.

Os filtros close-up, que possuem sua potência indicada por dioptrias, sendo os mais comuns os +1, +2, +3 e +4, são rosqueados diretamente na frente da objetiva, sendo, portanto encontrados em diferentes tamanhos e individualmente ou em kits. Quanto maior o valor de dioptria mais próximo você poderá estar focalizando.

Você pode ainda utilizar mais que um filtro ao mesmo tempo, sendo que sua potência final será a soma dos filtros utilizados. A vantagem desse acessório é o custo, muito menor que uma lente macro e não há perda de luminosidade. Como desvantagem esta sua qualidade ótica, principalmente nas bordas da foto, sendo necessária ara minimizar este problema o uso de pequenas aberturas de diafragmas.

 Existem ainda filtros close-up com mais de um elemento ótico, permitindo assim uma melhor qualidade ótica, mas você irá pagar por essa diferença.
Outros acessórios utilizados em macrofotografia, menos conhecido do público, são os tubos de extensão ou foles. Os tubos de extensão são tubos de tamanho fixo que são colocados entre a lente e o corpo da câmera, permitindo assim uma maior ampliação do objeto a ser fotografado.

Os foles são semelhantes, com a diferença de poder movê-lo para frente ou para trás, mudando assim seu tamanho. Como vantagem está à qualidade ótica. Como eles não possuem nenhuma lente, não haverá perda de qualidade por esse motivo. Como desvantagens estão os preços, principalmente se sua máquina for eletrônica e a perda de luminosidade, sendo muitas vezes estritamente necessário o uso de velocidades baixas ou a iluminação com uma fonte externa, como um flash.

Ainda mais desconhecidos do público são os anéis de inversão, que permitem que uma lente seja fixada à câmera fotográfica do lado contrário, com seu elemento frontal junto ao corpo da máquina e seu fundo para frente. Este recurso é muito apreciado por permitir uma boa qualidade ótica das reproduções. Outro recurso é ainda colocar uma lente invertida em frente a uma lente colocada na própria máquina fotográfica.

Apesar de raros, existem adaptadores para tal função. Como vantagem esta a boa qualidade ótica, como desvantagem, em muitos casos ocorre vinhetagem na fotografia, sendo então necessário o uso conjunto de tubos de extensão. Outros acessórios muito utilizados em macrofotografia, apesar de não serem os responsáveis pela ampliação em si são os flashes. Um flash é uma fonte de luz que irá iluminar um objeto em casos de pouca luz.

A vantagem do flash é permitir o uso de menores aberturas de diafragma, proporcionando uma maior profundidade de campo, bem critica em macrofotografia. Outra vantagem é que permitir o uso de velocidades mais altas, o que é necessário no caso de objetos em movimento ou se a câmera estiver sendo utilizada na mão.

Existem vários tipos de flashes, os mais recomendados são os que possuem leitura TTL, ou seja, medem diretamente a iluminação fornecida pela própria lente, não sendo necessária nenhuma preocupação com compensação na hora a fotografia. Existem ainda flashes específicos para macrofotografia, como o ring-flash. Este modelo de flash é circular e colocado na frente da objetiva, com ele, você terá uma iluminação, vindo de todos os lados eliminando sombras muitas vezes indesejáveis.

Como desvantagem esta o chapamento da imagem. Como as sombras serão eliminadas, o volume da imagem também será prejudicado. Na maioria dos casos, um flash simples com um cabo disparador é suficiente. Posiciona-se o flash em uma posição superior e paralela a lente, permitindo assim uma iluminação sem muitas sombras por baixo e sem perder a textura e volume da imagem. Pode-se facilmente montar um bracket para esse uso, fazendo com que o flash fique posicionado no local certo sem ter que se preocupar em segura-lo, facilitando o movimento da câmera.

Muitas vezes também se torna necessário o uso de um tripé, fazendo com que a câmera fique mais firme e a fotografia não saia tremida. Em conjunto ao tripé é sempre bom utilizar um cabo disparador, evitando assim que a câmera trema ao ser acionado o seu botão disparador. Outro acessório útil nesta circunstância é um trilho, também dificilmente encontrado no Brasil. O trilho permite que a câmera seja movimentada para frente e para trás em pequenos movimentos, permitindo assim um controle melhor do foco.

Fotografando em campo
Não adianta ficarmos apenas discutindo a parte técnica e teórica da macrofotografia é interessante sabermos na prática o que irá funcionar e nos proporcionar belas imagens quando sairmos em campo, ou seja, na hora de realmente fotografarmos. A primeira consideração a ser levada em macrofotografia antes de começar a fotografar é o custo. Não adianta pensarmos em começar com uma lente macro, dois flashes, 15 rolos de cromos etc. e tal se não tivermos a condição para tal. Então a primeira coisa a fazer é pensar o que você tem e o que é possível com o seu equipamento.

Outra característica normalmente muito limitante é o peso do conjunto. Nos casos de se fotografar em um parque na cidade, onde o equipamento será levado de carro, esse fator não é muito importante. Entretanto, no caso de uma viagem longa, de vários dias e com quilômetros de caminhada com mochila e equipamentos nas costas, esse fator começa a ser preocupante. Pense sempre o que você deseja fotografar e mais que tudo, estude antecipadamente o local.

Não adianta você se preparar para fotografar flores, organizar e separar o melhor equipamento para o tal e chegar ao local e... Não haver flores! Conhecer o lugar muitas vezes é tão importante quanto o fato de organizar e separar o equipamento.

Com a preocupação de que equipamento levar resolvida chega a hora de realmente fotografar. Em macrofotografia existem alguns pontos que são mais críticos, sendo eles:

- Profundidade de campo 
Quanto maior for à ampliação, menor será a profundidade de campo. Devido a isso você terá de usar pequenas aberturas de diafragma, o que tornará necessário o uso de velocidades baixas de disparo (lembre-se que, os melhores filmes são os pouco sensíveis!).

- Foco 
O foco em macrofotografia é muito crítico e, aliado à profundidade de campo limitada, torna-se necessário um grande cuidado na hora de focalizar. Como primeira dica, se sua máquina possui autofócus, desligue-o! Devido ao foco muito limitado, qualquer movimentação fará o sistema de focagem automática de sua máquina ficar maluco, indo para frente e para trás sem achar um ponto ideal, portanto comece desligando-o!

Outra sugestão é, ao invés de se preocupar em ajustar o foco através do anel de foco, mantenha-o fixo e movimente a câmera para frente e para trás. Apesar de estranho, este modo de focalizar é muito mais simples e fácil. Olhando pelo visor e movimentando levemente a câmera, quando o assunto estiver em foco é só disparar. Um acessório que ajuda e muito nessa circunstância é o trilho, que permite pequenos movimentos para frente e para trás mantendo a câmera fixa em um tripé.

-Iluminação
Devido ao problema da profundidade de campo limitada, sendo necessário o uso de pequenas aberturas de diafragma, será necessário também o uso de uma velocidade baixa de disparo, o que pode ser resolvido com o auxílio de um bom tripé e um cabo disparador. No caso de se fotografar algo em movimento, isso não será possível, sendo então necessário o uso de uma fonte externa de luz, como um flash.

Pode-se usar um ring-flash ou um flash simples. Com um flash simples recomendo o uso de um cabo disparador e o posicionamento do mesmo de modo que o assunto seja completamente iluminado, evitando a formação de muitas sombras, o que ocorre se o mesmo for deixado em sua posição padrão, sobre a câmera. 

Para facilitar o trabalho com o flash pode-se comprar ou fazer em casa um bracket. Desse modo faz-se um prévio posicionamento do flash, deixando para o momento da foto apenas a preocupação com o enquadramento e foco.

- Círculo de medo
No caso de se fotografar plantas, rochas ou qualquer objeto estático isso não é uma preocupação. Entretanto, no caso de fotografia de insetos, isso deve ser sempre levado em conta. O círculo de medo é referente ao quão próximo um inseto deixa que você se aproxime dele. Alguns insetos como formigas, besouros, lagartas, grilos etc. não parecem se incomodar muito com a aproximação de um fotógrafo. Já outros insetos, como as moscas, sorte, relacionada com o humor do inseto.

Considerações finais
Estando prontas e preparadas para uma saída macrofotográfica com câmeras, lentes, filtro, tubos, filmes, flashes, tripés, cabos e tudo mais que você possa precisar, "perca" alguns dos minutos antes de sair programando detalhadamente o seu roteiro, inclusive verificando a previsão do tempo para o local onde você deseja fotografar.

Uma surpresa boa em macrofotografia é achar uma bela flor sem nenhum defeito em suas pétalas, um inseto diferente, colorido e calmo, texturas diferentes e não dar de cara com uma forte chuva no caminho ou um tempo frio de congelar os ossos. Além disso, os insetos não costumam gostar muito de frio, quando desejar fotografá-los prefira os dias quentes e úmidos e, por esse mesmo motivo, cuidado redobrado com o equipamento, que teme muito a umidade.

Outra sugestão que muitas vezes é esquecida e responsável por uma saída fotográfica se tornar uma saída frustrada é a vestimenta. Sempre que for fotografar em meio à natureza procure não estar destoante com suas cores, evitando estar com uma calça vermelha, uma camiseta amarela e boné verdes limões. Cores claras como o branco também não são recomendadas porque além de chamarem muito a atenção em meio à natureza, sujam muito (chegará um dia em que você terá de ajoelhar na lama para conseguir aquela foto, lembre-se de mim nesse momento!). Prefira sempre roupas em tons verde e beges e sempre compridas. Um colete fotográfico é outra dica útil, deixando tudo com um acesso mais facilitado para você.

Lembre-se também que enquanto você estiver à procura de insetos para fotografar eles estarão à sua procura para se alimentar. Um bom repelente irá muitas vezes literalmente salvar sua pele. Para fotos de flores ou outros assuntos estáticos não é necessária tanta preocupação, mas sempre programe o que você deseja fazer e estude a época da floração para não se decepcionar encontrando apenas flores murchas. Como última e final consideração, respeite sempre a natureza nunca removendo flores, matando animais ou devastando a vegetação. Leve para casa apenas as lembranças e se você tiver sorte, muitos rolos de filme...

sábado, 16 de agosto de 2014

Galeria dos Estudantes


"A fotografia, antes de tudo é um testemunho. Quando se aponta a câmara para algum objeto ou sujeito, constrói-se um significado, faz-se uma escolha, seleciona-se um tema e conta-se uma história cabe a nós, espectadores, o imenso desafio de lê-las." ( Ivan Lima)






Zoran Djordjevic


Foto Lala Machado





Walter Nasser




Dani Stos



Ricardo A.Prado

kelly Marcela


Patrick Brena



Iara Silveira


S.Bernardelli


Mônica Rubio


Angela Oliveira


Galeria de fotos - Zoran Djordjevic




Zoran Djordjevic é Iugoslavo/Sérvio, reside no Brasil há mais de 15 anos, vive na cidade de São Sebastião. Formado pela Escola de Cinema da antiga Tchecolosvaquia (Praga). Já filmou na Tchecolosvaquia, Iugoslávia, Brasil, Chile. Esteve no Brasil à primeira vez, participando da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.


  




















Nove edições no Photoshop que falharam miseravelmente


Usar um editor de imagens para retocar uma foto ou outra pode até ser uma boa ideia. Você pode deixar uma imagem mais clara ou ainda aplicar alguns efeitos bacanas e o resultado provavelmente vai agradar todo mundo. Entretanto, é preciso ficar atento a alguns detalhes que podem fazer toda a diferença.

A lista abaixo revela algumas imagens que foram publicadas no Facebook com alguns retoques, mas que infelizmente falharam miseravelmente em seu objetivo. Qual delas acabou resultando na pior edição possível? Escolha a sua preferida abaixo e boa diversão.


Cada um com seu fundo...



Ele ficou milionário! Só que não!



Barriga tanquinho na moleza

Cintura fina! Não, péra!

Tem algo errado no céu?

Esse braço musculoso é mesmo o dele?


Essa porta esta torta?

Esta imagem, ela é real?

Tirando a "amiga" de cena

Como tirar fotos de casais

No final de semana do dia dos namorados, nada melhor do que mostrar e eternizar o amor em uma fotografia. Fotografar casais não é uma tarefa difícil, já que eles geralmente têm uma boa afinidade entre si e estão naturalmente felizes e sorridentes, então, as chances de conseguir uma ótima imagem são muito maiores.

imagem: Ana Nemes


Aproveite o clima de romance dessa data para conseguir imagens inspiradoras dos casais que você conhece ou, quem sabe, de você e do seu amor. Apesar de não ser difícil fazer esse tipo de foto, existem algumas dicas que podem ajudar o fotógrafo a capturar fotografias dignas de uma página de revista. 

Converse bastante com o casal
Não importa se vocês são amigos há muito tempo, quando você for fotografar um casal, antes de qualquer coisa, sente-se e converse com eles. Não fale apenas sobre o ensaio, mas sobre os dois. Muitas histórias que podem parecer sem importância são reveladas nesses bate-papos e podem ajudar a compor a cena.



Ter um diálogo aberto com os seus modelos é algo importante e define todo o resto do ensaio. Se você conseguir se lembrar de apenas uma das dicas desse artigo, que seja essa, pois é a mais importante. 

Não tenha pressa, não ache que essa conversa é uma perda de tempo. A quantidade de tempo que será economizada depois e o aumento da qualidade das fotos vão confirmar que falar demoradamente com o casal é muito importante. 

Perguntem quais locais, objetos e poses têm a ver com a história deles, para adicionar elementos pessoais ao seu ensaio fotográfico e deixá-lo muito mais significativo para o casal. 

Se eles se conheceram em um parque, leve-os lá. Se eles trocavam cartas, peça para criar o ambiente utilizando-as. Esse tipo de personalização é que diferencia uma foto bonita de uma foto inesquecível. 

Escolha o melhor local

imagem: Flickr/Benurs

Depois de conversar com o casal, é hora de escolher o local para o ensaio. É claro que o que eles falarem vai influenciar na escolha, porém, nem sempre é possível voltar ao exato lugar no qual eles se conheceram ou começaram a namorar. 

Normalmente, parques e locais públicos são alternativas melhores do que estúdios, já que existem mais possibilidades de interação do casal com o ambiente, e isso pode render imagens menos “posadas”, mais naturais. 

Existe uma pergunta que você precisa se fazer, e fazer ao seu casal, que define o rumo de tudo. 

Qual é o estilo do ensaio? 
Existe um incontável número de possibilidades! Temático, romântico, formal, casual... Não se prenda ao tradicional sempre. Com um pouco de bom humor, é possível fazer fotos divertidas e diferentes do normal, que se destacam entre as outras.



imagem: Zim Killgore

Fale com os modelos sobre o figurino, também. Se não for nada temático, peça para vestirem roupas mais neutras e que combinem entre si, pois isso ajuda a compor a cena de forma harmoniosa.

Fotografe tudo!
Casais são fáceis de fotografar por que eles geralmente estão em um clima tão intenso de carinho e beijinhos que será muito mais fácil capturar os momentos especiais. Não espere até que eles estejam posando para as suas lentes para começar a fotografar, tente capturar os momentos espontâneos de conversas ao pé do ouvido e sorrisos naturais a qualquer hora.






imagem: Mo Riza

Não se preocupe se alguma imagem não ficar completamente nítida, por ter sido tirada enquanto os modelos estavam se mexendo. Aproveite o motion blur para dar a impressão de movimento e dinamizar o seu ensaio.

Aproveitando essa dica, preste sempre atenção aos casais que você vê na rua e nos locais que você frequenta, como parques e museus. Você pode encontrar modelos anônimos para uma linda fotografia dessa forma!




 imagem: Ana Nemes


Só cuidado para não ser indiscreto. Se você for divulgar a fotografia e não conhece aquelas pessoas, não deixe o rosto de ninguém aparecer! É melhor se prevenir do que ter um processo judicial que poderia ser evitado.

Dirija o ensaio
Faz parte do trabalho do fotógrafo falar para os modelos o que eles precisam fazer, mesmo que seja uma fotografia espontânea. Você precisa sugerir os movimentos deles, decidir os enquadramentos e como o casal vai interagir com o ambiente. Não é preciso usar poses forçadas e estáticas, mas é necessário que você defina uma direção para o ensaio.

Procure usar os recursos fotográficos que você conhece e combine-os para criar efeitos belos nas fotos. Abuse do controle de profundidade de campo para destacar o casal e utilize cores quentes para deixar o ensaio com um tom mais aconchegante.


imagem: Ana Nemes


Não vá despreparado para fotografar alguém. Tenha algumas poses e enquadramentos em mente e saiba o que fazer. As pessoas precisam sentir segurança nas ações do fotógrafo para que possam confiar nele e se sentirem mais a vontade. 


Traga amigos do casal
Essa dica vale para qualquer tipo de ensaio que envolva pessoas: traga um ou mais amigos dos modelos para ficarem atrás da câmera e interagir com eles. Muitas vezes as pessoas se sentem tímidas na presença de uma lente apontada para elas, e ter alguém conhecido junto é uma ótima alternativa que pode ajudar nessas situações. 

É claro que existem casos em que isso não é necessário, por exemplo, se você já for amigo dos modelos, ou se eles ficarem ainda mais tímidos com pessoas em volta. De qualquer forma, tenha isso sempre como uma carta na manga, já que pode ser uma solução bastante útil! 

Cuide com a iluminação




A luz em um ensaio desse tipo tem um papel importantíssimo, já que é ela a responsável por criar a atmosfera ideal de romance necessária para que as fotos fiquem ainda mais inesquecíveis. É claro que a iluminação sempre é importante, mas nesse caso, você pode buscar efeitos específicos, como os lens flare.

Lens flare, de uma maneira resumida, são aqueles reflexos que aparecem na fotografia quando uma fonte de luz está posicionada de frente para a câmera e consegue entrar na lente. Dependendo do ângulo de entrada da luz, o efeito pode ser visto no resultado final. Antigamente isso costumava ser visto como um defeito, mas um lens flare bem posicionado pode render um charme na imagem.


Procure fotografar quando o sol não estiver no alto do céu, e sim mais tarde, quando ele estiver um pouco mais baixo. O horário varia, é claro, de cidade para cidade, portanto, você precisa observar a posição do sol durante o dia na sua localidade para decidir o horário para fazer as fotos.

Esse posicionamento é importante, pois você pode criar sombras mais interessantes, lens flare e o efeito “halo”, que é quando os modelos ficam na frente do sol e a claridade ilumina toda a silhueta deles, como visto na primeira foto desse tópico. 






Use um editor de imagens
Isso já foi dito, mas é bom sempre reforçar: não é nenhum pecado editar uma fotografia! Na verdade, a maior parte dos fotógrafos profissionais usa esse recurso em todas as suas imagens, para deixá-las ainda melhores.


Não precisa descaracterizar as pessoas, mas correções de cores e contrastes são sempre bem-vindas. E se você quiser, aplique uma edição mais pesada em algumas fotos, apenas para dar um destaque maior.




imagem: Ana Nemes

O mais importante na fotografia de casais é que os modelos confiem um no outro e estejam à vontade. A luz, a edição, o local e todo o resto são meros detalhes que contribuirão para que a fotografia fique inesquecível. Aproveite o final de semana dos namorados e o clima de romance para capturar fotos incríveis.